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O que é Engenharia de Processos?
O Impacto da Engenharia de Processos
Setores da Engenharia de Processos
Aplique a Engenharia de Processos!

O que é a Engenharia de Processos e como ela impacta uma indústria na prática?

Confira a seguir o que é a Engenharia de Processos, as suas subáreas e como você pode aplicá-la em seu negócio!

Elienay Fuly
Por: Elienay Fuly
O que é a Engenharia de Processos e como ela impacta uma indústria na prática?

A Engenharia de Processos é uma área originada da Engenharia de Produção que permite a correlação entre recursos humanos, materiais, máquinas e informações para métodos e processos que buscam a eficiência produtiva e a redução de custos.

A busca por eficiência e otimização contínua se tornou uma prioridade incontestável. É nesse cenário que a Engenharia de Processos surge como uma área fundamental para conduzir organizações rumo à excelência operacional.

Continue a leitura deste artigo para entender mais sobre os conceitos, métodos e aplicações que moldam a essência da eficiência organizacional. Com isso, você aprenderá a não apenas resolver desafios operacionais, mas também se transformar em um profissional focado na inovação contínua.

Confira o impacto da Engenharia de Processos em uma indústria e quais são as principais áreas integradas a partir dos seguintes tópicos:

  • O que é a Engenharia de Processos?
  • O Impacto da Engenharia de Processos;
  • Setores da Engenharia de Processos;
  • Aplique a Engenharia de Processos! 

Bom aprendizado!

O que é Engenharia de Processos? 

A Engenharia de Processos é uma ciência derivada e atrelada à Engenharia de Produção.

Uma das principais razões da Engenharia de Processos é permitir que recursos humanos, materiais, máquinas e informações sejam correlacionadas em métodos e processos para resultar em melhor eficiência produtiva e custos mais adequados às operações das empresas.

A sua finalidade geral é garantir que meios e métodos produtivos alcancem os objetivos traçados pela estratégia de sucesso da empresa.

Segundo a Associação Brasileira de Engenharia de Produção, a ABEPRO,  “produzir é mais que simplesmente utilizar conhecimento científico e tecnológico. É necessário integrar fatores de natureza diversa, atentando para critérios de qualidade, eficiência, custos, etc.”

O Impacto da Engenharia de Processos

A Engenharia de Processos torna-se aplicável aos demais tipos de Engenharias conhecidas: Mecânica, Civil, Elétrica, Automação, Química, Alimentos, dentre outras.

Essa correlação deve-se ao fato de que todas necessitam, de algum modo, estabelecer métodos, processos e padrões para garantir que os requisitos de qualidade, eficiência e custos sejam atendidos.

E como a Engenharia de Processos pode e deve contribuir para a indústria, independente de qual seja a área?

Ela deve apoiar a alta administração a converter os planos estratégicos em meios tangíveis para serem geridos no nível tático. Além disso, transformar esses planos em entregas mensuráveis no nível operacional para retroalimentar e validar os seus objetivos.

Atuação da Engenharia de Processos

No primeiro fator a ser observado, a Engenharia de Processos pode, e deve, trabalhar com estudos dos processos atuais, buscando o seu entendimento,  otimização e pesquisas de melhores métodos, a fim de propor melhoria contínua.

Setores da Engenharia de Processos

A Engenharia de Processos pode e deve contribuir com os outros setores da Engenharia de Produção na Indústria, a fim de buscar e alcançar melhores resultados.

Confira a seguir suas principais áreas:

1. Gestão de Sistemas de Produção e Operações

A Engenharia de Processos oferece suporte e acompanhamento à gestão de sistemas e operações, garantindo que as metas e objetivos traçados sejam atingidos. Isso acontece por meio da medição da performance dos processos, sejam eles recursos humanos, máquinas ou informações.

Um exemplo da medição pode se dar a partir do OEE (Overall Equipment Effectiveness), que busca a correlação entre peças conforme requisitos da qualidade, disponibilidade de máquinas e equipamentos (manutenção) e recursos humanos utilizados.

Outra forma é por meio da gestão de ferramentas e metodologias para maximizar os resultados das operações das empresas. Isso garante que o dimensionamento correto dos recursos estejam disponíveis para que a operação consiga atingir os objetivos propostos pelas organizações.

Além disso, é de boa prática que a Melhoria Contínua seja elaborada pelo setor de Engenharia de Processos, visto que é este setor que concentra informações de requisitos e premissas que podem e devem nortear o foco das melhorias. Para isso, a utilização da filosofia Kaizen é uma excelente prática adotada.

2. Planejamento, Programação e Controle da Produção

Imagine uma empresa produzir todos os pedidos que estão em carteira em apenas um dia? Independente de qual volume de produtos a serem produzidos, se não houver programação e planejamento, não há condições de utilizar de forma racional e otimizado os recursos para atender a esta certa demanda.

A Engenharia de Processos contribui nesse setor na busca pelas respostas aos seguintes tópicos:

  • Qual é o volume total de produtos a serem produzidos?
  • Qual é o prazo de entrega para este volume?
  • Qual é o tempo para produzir um único produto?
  • Quantos recursos são necessários para produzir este produto? 

Após isso, o primeiro passo é entender a demanda (volume) e o prazo estabelecido para sua entrega. Se há a necessidade de entregar 10.000 unidades de produtos em um prazo de 10 dias, logo é necessário programar a fábrica para produzir 1.000 unidades de produto por dia.

Demanda por dia

O segundo passo é entender qual é o tempo de fabricação de cada unidade do produto (Tempo Padrão - Standard Time). Então, imaginemos que este Tempo Padrão seja de 45 minutos para produzir um único produto.

Seguindo o raciocínio, já obtemos Demanda (volume = 10.000) e o tempo padrão (Standard Time = 45 min). Esses dois elementos vão resultar na necessidade total de tempo, que será de 450.000 minutos.

Necessidade total de tempo

Basta entender a disponibilidade de horário líquida de trabalho que a empresa adota. Se o horário de trabalho é de 7:00h às 17:00h, logo teremos:

Tempo disponível líquido

Com as informações disponíveis de Necessidade Total de Tempo, Horas disponíveis líquidas e Demanda/dia, obtemos o Takt Time - ritmo de produção (razão entre a demanda / volume e o prazo de atendimento).

Takt Time

A partir do cálculo do Takt Time, é direcionado para a Programação que cada produto deverá ser produzido em um ritmo de 88,24 minutos.

A Engenharia de Processos realiza o dimensionamento de mão de obra, máquina, ferramentas, balanceamento das linhas de operação e demais necessidades para que a operação seja capaz de atender ao Takt Time informado.

3. Gestão da Manutenção

A Engenharia de Processos colabora com a gestão da manutenção para garantir os melhores e mais aplicáveis métodos de manutenção profissional, assim como a manutenção autônoma.

Além disso, ao observar alguns indicadores dentro da manutenção, a Engenharia de Processos auxilia na investigação e soluções de problemas para garantir a maior e melhor disponibilidade dos equipamentos e maquinários para a operação.

Essa ação em conjunto com a manutenção se dá a partir do TPM (Manutenção Produtiva Total).

4. Projeto de Fábrica e de Instalações Industriais

Uma das grandes contribuições que a Engenharia de Processos pode oferecer para as empresas é o projeto da melhor estrutura de organização industrial, layout e disposição dos maquinários / pessoas em uma planta fabril.

Há dentro do Lean, os 8 tipos de desperdício que ocorrem dentro de qualquer sistema produtivo. Se não houver um planejamento e sincronização para o melhor arranjo físico e layout de uma estrutura fabril, estes desperdícios podem avolumar dentro da operação e potencializar o caos.

Desse modo, entender o que se propõe como unidade produtiva e a capacidade produtiva instalada para atender às expectativas de demanda é um dos pontos cruciais que a Engenharia de Processos pode e deve atuar para deixar a planta fabril mais enxuta e eficiente possível.

5. Processos Produtivos Discretos e Contínuos

Os processos produtivos são divididos entre discretos e contínuos. Confira suas definições a seguir:

  • Processo produtivo discreto: podem ser separados por lotes e volumes. Por exemplo: a fabricação de modelos de eletrodomésticos, onde possuem cores, tamanhos e variação de potência.
  • Processo produtivo contínuo: processo de produção de algo por um grande volume e por um tempo prolongado. Por exemplo: a fabricação de refrigerantes em uma grande produtora de bebidas, onde produz imensas quantidades de litros ininterruptos em uma mesma instalação.

Cabe à Engenharia de Processos atuar na padronização das sequências de trabalho, sequências de tipos de matéria-prima a serem utilizadas, entre outros.

6. Engenharia de Métodos

A Engenharia de Métodos é responsável por definir o método, a sequência e o fluxo produtivo, a fim de garantir o atendimento aos demais elementos destacados nos tópicos anteriores.

As ferramentas e técnicas utilizadas podem ser:

É a partir da Engenharia dos Métodos que a garantia da padronização, menor custo de operação/fabricação, sequência de fluxo e produtividade possibilitam o atendimento aos prazos acordados, aos requisitos da qualidade e aos objetivos traçados pela estratégia da empresa.

Aplique a Engenharia de Processos!

Toda empresa necessita gerenciar bem os seus processos de produção e recursos com um planejamento que gere redução dos custos da organização, melhoria na qualidade dos produtos, velocidade e confiabilidade das entregas, bem como a flexibilidade do processo produtivo.

Portanto, o domínio das práticas de PCP é essencial a qualquer profissional, independente do negócio ou produto que esteja realizando. Pensando nisso, desenvolvemos o curso Fundamentos de Planejamento e Controle da Produção que te capacitará a:

  • Distinguir as etapas de um PCP.
  • Classificar o sistema produtivo de uma organização.
  • Avaliar os processos de uma empresa quanto aos objetivos de desempenho.
  • Relacionar a estratégia da organização com o planejamento da produção.
  • Entender os fatores críticos que influenciam a administração da produção
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Elienay Fuly

Elienay Fuly

Elienay Fuly é formado em Engenharia de Produção, pós-graduado em Engenharia de Produção Enxuta (Lean Manufacturing), MBA em Administração de Projetos e MBA em Gestão de Negócios, certificado em Green Belt Six Sigma e em metodologias ágeis (Scrum Fundamental Certified - SFC). É palestrante nas áreas de Gestão de Projetos, Gestão de Negócios, Gestão Industrial, Viabilidade de Investimentos em Projetos, Qualidade e Processos. Na área acadêmica, é professor de pós-graduação de disciplinas de Gestão de Projetos, Análise de Investimento, Gestão e Controle da Produção Industrial, Gestão e Controle da Qualidade. Escreve artigos para apresentação em congressos, revistas eletrônicas e blogs voltados para a área de Gestão de Projetos, Melhoria Contínua e Gestão Industrial. No âmbito empresarial, trabalhou em empresas nacionais e multinacionais, como Vale S.A. e Lear Corporation, atuando nesta última como Engenheiro de Processos de linhas de montagem do setor automotivo, com projetos de melhorias de eficiência produtiva e de qualidade. Atualmente atua em empresas na área industrial, atuando como gestor nas áreas Engenharia de Processos, Gestão da Qualidade e Gestão Industrial, garantindo a integração das estratégias das empresas aos processos de negócios e processos fabris. 

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