Você conhece um tipo de manutenção focada na confiabilidade? Ela existe e é chamada de RCM.

Em uma época onde os processos produtivos são cada vez mais de alto desempenho e envolvendo grande valor financeiro para as indústrias, a confiabilidade de que esses processos vão desempenhar o que eles foram projetados para fazer é essencial.

Para isso existe a RCM, Manutenção Centrada na Confiabilidade, que foca na questão da confiabilidade e segurança dos equipamentos, dos ativos da empresa. Ou seja, através desse tipo de manutenção se procura manter máquinas e softwares dentro dos parâmetros em que eles foram designados.

Se você ficou curioso para saber mais sobre esse assunto tão importante nos dias atuais, continue lendo esse artigo! Nele você aprenderá:

  • O que é RCM;

  • O RCM e o FMEA;

  • Como implementar o RCM.

 

O que é RCM?

 

O RCM (Reliability-centered Maintenance), Manutenção Centrada na Confiabilidade em português, é uma estratégia de manutenção focada em garantir a segurança e confiabilidade dos ativos de uma empresa.

Quando dizemos que um equipamento é confiável, significa que ele provavelmente se manterá dentro do que foi planejado, mantendo a diferença entre planejado e realizado o mínimo possível.

Dessa forma, essa metodologia elabora planos de manutenção com as melhores técnicas e define qual o melhor tipo de manutenção para cada situação. Com isso, o RCM mantém o sistema dentro da sua função.

 

O RCM e o FMEA

 

Um ponto chave dentro do RCM é o uso da ferramenta FMEA (Análise dos Modos de Falha e seus Efeitos). Por que essa ferramenta é importante para essa estratégia de manutenção? Bem, como o nome diz, usando essa ferramenta buscaremos encontrar qual foi a falha e qual a consequência dessa falha.

O uso do FMEA é bem lógico, pois se quero montar um sistema que se mantenha dentro do esperado, preciso descobrir o porquê da falha e ter ocorrido e entender qual foi o efeito gerado por ela.

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Como implementar o RCM?

 

Para implementar a Manutenção Centrada na Confiabilidade, devemos responder a 7 perguntas, basicamente. Essas perguntas são:

 

  • Quais são suas funções e padrão de desempenho dos seus ativos na situação atual de operação?

  • De que forma o sistema pode falhar na realização dessas funções?

  • O que causa a falha?

  • O que acontece quando ocorre uma falha?

  • Quais os possíveis efeitos da falha?

  • O que pode ser feito para prevenir que essa falha ocorra?

  • O que fazer se não houver medida preventiva para a falha?

 

Depois de respondidas essas perguntas, precisamos seguir alguns passos para colocar o RCM em prática de forma bem sucedida. Esses passos são:

 

1. Selecionar a área para aplicar o RCM

O primeiro passo é selecionar qual área e quais equipamentos ativos farão parte dessa estratégia de manutenção. Devem ser definidos os responsáveis e alocar os recursos necessários para essa implementação.

 

2. Definir funções e parâmetros

Nesse passo, o gestor deve estipular quais são os parâmetros que os ativos devem seguir. Ou seja, o que o ativo deve satisfazer para ser considerado confiável. Baseado em critérios técnicos ou mesmo na opção desse gestor, será definido o critério de confiabilidade.

Outro ponto a ser definido é a função do ativo, podendo ser primária, no caso de ser uma função chave do item, ou secundária, no caso de ser uma função a mais que o item pode desempenhar.

 

3. Determinar quais são as falhas funcionais

Nesse passo, devem ser determinadas as falhas funcionais, que são aquelas que prejudicam o funcionamento do equipamento. Essas falhas devem classificadas em totais e parciais.

Em uma falha funcional total, há a completa interrupção do funcionamento da máquina, enquanto na parcial, o equipamento opera com uma capacidade reduzida, fora do seu rendimento máximo.

 

4. Usar o FMEA

Como foi dito mais acima, o FMEA é usado para determinar quais são os modos de falha, suas causas e seus efeitos. E é exatamente isso que é feito nesse passo.

 

5. Escolher qual será o tipo de manutenção utilizada

Após utilizarmos o FMEA e definirmos todas as características das falhas, podemos decidir qual será o tipo de manutenção a ser realizada em cada ativo da organização.

Para isso, podemos usar o sistema de classificação ABC para equipamentos, em que A representa os mais importantes, B os de importância moderada e C os equipamentos que não impactam de forma tão significativa no processo produtivo.

Com essa classificação feita, geralmente os tipos a serem utilizados são:

 

 

6. Implementar o plano de manutenção

Após todos os passos anteriores serem realizados, deve-se elaborar o plano de manutenção, com seu devido cronograma.

 

7. Focar em melhoria contínua

Não basta corrigir, é necessário manter certo. Para isso, deve-se revisar periodicamente a estratégia de manutenção adotada. Adotando a melhoria contínua, garantimos que a qualidade será sempre alta e que estamos adotando as melhores estratégias.

 

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